Quando a rotina encobriu a causa da baixa performance.
Em dezembro de 2022, assumi a Riachuelo Avenida Paulista enquanto seguia liderando a unidade da Rua São Bento. A flagship operava com meta anual de faturamento de R$ 33 milhões.
Uma explicação havia se tornado consenso: a baixa performance em produtos financeiros acontecia porque o público da Avenida Paulista não aceitava bem esse tipo de oferta.
Leitura
Antes de assumir oficialmente a loja, passei uma tarde observando a operação sem me apresentar. Sentei no café em frente, entrei como cliente e observei vitrine, móveis, fila de caixa, ritmo de atendimento e oferta de produtos financeiros.
A loja tinha produto, movimento e equipe. Mas a jornada apresentava atritos que já haviam se tornado parte da rotina.
Interpretação
A observação indicava outra origem para a baixa performance: oferta inconsistente, papéis pouco claros, fluxo apertado e liderança absorvida pela execução.
O indicador registrava o efeito de problemas que já faziam parte da rotina.
Decisão
A partir da leitura de campo, foram realizados ajustes em papéis, fluxo, layout, abordagem comercial, operação de caixa e leitura dos departamentos.
O objetivo era remover os atritos que impediam a operação de entregar melhor.
Resultado
Após a reorganização, o departamento masculino cresceu 13% em vendas.
Na performance de produtos financeiros, a loja saiu do penúltimo lugar da regional (de 21 unidades) em novembro, fechou dezembro em quinto e chegou a janeiro em segundo lugar.
Explicações repetidas podem esconder falhas incorporadas ao cotidiano da operação.
A observação direta permitiu localizar atritos no fluxo, na oferta, na disposição dos produtos e na definição de papéis. A reorganização desses pontos alterou o resultado sem depender de uma mudança no perfil do público.
Customer Experience * Diagnóstico Operacional * Gestão de Operações * Produtos Financeiros * Visual Merchandising * Liderança de Equipes * Jornada do Cliente * Indicadores de Performance * Tomada de Decisão




